sábado, 4 de junho de 2011

A visão .


Estava sentado no banco do jardim, ouvindo música, com os seus fones nos ouvidos e tinha um caderno e um lápis na mão e escrevia. De vez em quando parava, reflectia e depois continuava. No rosto via-se que ele estava muito pensativo.
Eu estava num dos outros bancos do jardim, estava com mais duas amigas, mas estava a observa-lo, ele não me vi-a .
Passado algum tempo chegou uma rapariga perto dele, ela sentou-se ao seu lado, ele não se mexeu, de repente ela tirou-lhe um dos fones do ouvido dele, ele parou de escrever olhou de seguida para ela com uma cara de raiva. Ela rui-se, ele falou para ela e ela para ele, a conversa estava acessa. Toda a gente comentava o que se passava ali, pois a rapariga falava para ele como se estivesse a falar para alguém com quem não se desse muito bem, ela berrava, estava alterada. A cara dele era de quem não queria que ela estivesse ali, e estava chateado notava-se que não gostava dos modos de ela agir. Ele arrumou as suas coisas e levantou-se mas ela puxou-o e tentou beijá-lo. Aí foi o copo de água, ele chateou-se mesmo e empurrou-a. Ela voltou costas e gritou :"ADEUS, seu estúpido!" e ele sentou-se e levou as mãos a cabeça. A mim só me apetecia ir falar com ele. Muita gente que observou a cena estava parva, ao ponto que aquilo tinha chegado, comentavam que ele ainda há uns meses atrás andava com uma rapariga e sim aquilo é que era amor, devido às atitudes. E sim agora pensem quem seria essa rapariga e o porquê de eu observar esta situação e ter escrito isto, pela necessidade que tive de desabafar .
Isto foi inventado, surgiu no âmbito de um trabalho.